quinta-feira, 28 de julho de 2011

#28


O VAI E VEM


As nuvens cobrem a estrada machucada

É lá que percorro constantemente

Conheço o fim, o início e o meio

Agora me ponho aqui definitivamente por pouco período

Os portões estavam abertos a toda hora,

Mas nenhuma trombeta foi tocada

Nenhuma pomba branca bateu asas no vento gelado

O tapete não é vermelho

Apenas vejo minhas marcas anteriores ali

As passarelas desse caminho às vezes bem iluminada

Contamina-me com uma nova alma

Uma nova freqüência

O tempo recicla, destrói

Faz nascer e morrer

Qual a oferenda agora?



Marcos P. S. Fachin 

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