domingo, 10 de junho de 2012

#45

MONTE CASTELO


Ainda que eu falasse 
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.






Nesses corredores iluminados

Algo bate no chão

Mas não há sombra alguma

Não é o frio

Que te deixa arrepiado

Que te faz sentir borboletas no estômago

É o mundo em que vivemos

Pode ser ou não a última vez

Ignore o tempo

E nunca é tarde

Para sonhar com sua realidade

Naquela preguiça

Por culpa do seu calor

Fez-me tremer

Não tente novamente sem permissão

Quero acostumar novamente

Então me impressione com aquele improviso

Eu lembro

O hoje é o dia de esquecer

Como foi o ontem

Mas a noite insiste em passar

E a luz que brilha em você no amanhã

Não me tira da cabeça

Aquilo que tentamos esquecer

Vamos deixar criar pó novamente


Marcos P. S. Fachin






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