NAS TETAS DO SISTEMA
CAP.II
Entrei pilhado pelo pó que tinha usado antes de sair na rua, qualquer um que me visse poderia dizer que estava cheirando tudo, deve ser por isso que o motorista estava usando óculos escuros,o baseado do desjejum foi psicodélico, só assim mesmo para poder enfrentar o trabalho maçante de leva e trás gente. Cheguei apavorando a gostosinha do caixa, por um instante eu me imaginei metendo nela e foi o que fiz depois de assaltar a loja de granfino.
- Por favor moço, não me machuca, pode pegar todo o dinheiro!
- Cala a boca, aonde que estão às roupas mais caras e de marca de gringo? Disse a ela.
Respondeu toda histérica feita uma puta barata.
- Está logo aqui em cima, ai não me machuca por favor!
- Já disse para calar o bico caralho!
Fui pegando tudo e enfiando em uma bolsa qualquer, ao mesmo tempo ficava olhando entre suas coxas, assim que terminei mandei ela fechar a loja. Fez rapidinho e já estava chorando.
- TIRA ESSA SUA ROUPA VAGABUNDA
Esbravejei apontando a arma. Agora sim que ela chorou mais, não quis tirar nem por Deus, então agarrei pelo pescoço, rasguei toda roupa e levei-a para o fundo da loja.
- Para, não faz AAHHHHHHH!!
- Calada cadela
Peguei-a de jeito, abri suas pernas e meti.
No começo seu grito era de estupro, mas depois fui me dando conta que não precisava mais pega-la com força, ela gemia de prazer por mais estranho que fosse. Então fodemos ali até os corpos se cansarem. Quando matei minha vontade sexual peguei a bolsa, ela estava estirada nua no chão frio, seu mamilo latejava de prazer, mas ela aguentou quieta e logo sussurrou algo do tipo:
- Não sei quem você é mas eu quero ir contigo, posso?
- Pega suas coisas e vem.
Não sei por que disse isso, mas rapidamente foi o que veio a mente e assim ela topou vim. Não sei da onde ela é, porém me dava muito tesão.
Andamos calados até minha casa, eu disse casa? Aquilo não chegava nem perto das residências do parque Morumbi, o que me importava realmente era um lugar para morar, uma cama quente e algo concreto sobre meus cabelos. Enfim, o caminho percorria ao som das solas dos nossos sapatos sobre os cascalhos, nenhuma palavra foi dita, parecia um caminho a condenação, purgatório ou sei lá o quê. Avistei minha porta, ainda vou ter que assaltar outra porque essa já está toda enferrujada, fiz uma força tremenda para abrir, foi num estalo e ela trombou em mim, adentrou procurando algo onde se deitar, foi direto ao meu colchão caindo como um anjo sem asa, as horas foram perdidas. Enquanto ela dormia fui ajeitar o lugar, fazia uma cara que não recebia ninguém, latas queimadas, bitucas de pito nos cantos, a pia toda ferrada, imaginei por um instante acabar logo com ela, pois ela poderia me complicar, peguei a arma e fui mas quando a olhei senti uma pureza em seu corpo, me senti aliviado profundamente por um instante aliás, sentimento estranho em mim. Estava agitado pelo pó, joguei meu furto num canto e dormi ali mesmo no chão ao lado dela.
O dia se foi e meus olhos foram abertos pela sua voz, ela dizia:
- Mudei minha história...
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