quarta-feira, 19 de outubro de 2011

#35


RASCUNHO DE MESA II

Eram 11:45 da manhã, de uma sexta-feira, a aula já havia terminado mas eu deveria cumprir horários, foi o que o coordenador do curso disse.

-Professora Vivian seja pontual com seus horários, isso é o primeiro passo para uma boa carreira dentro deste departamento.

 Eu Estava totalmente entediada, os alunos não ajudavam em nada, estavam falando entre si de se encontrarem mais tarde para beber e comemorar o fim das provas e eu lá lutando contra os ponteiros. Só queria saber de sair daquela instituição maldita, depois de olhar pela milésima vez no relógio do celular, recebo uma mensagem.
’Oi amiga. Meu primo que chegou hoje do exterior quer conhecer a noite da capital, vamos com a gente? Mas dessa vez é para se divertir viu, nada de caçar!’’

Era tudo o que eu precisava para terminar esse dia, quando me dei por percebido todos os alunos já tinham saído da sala, restou apenas um no fundo da sala guardando seu material. Um rapaz introspectivo que não sabia se defender das chacotas dos outros colegas, porém tinha muito talento.

-Ei Vitor, vamos embora. Exclamei para ele.

Ele olhou para mim assustado, pegou suas coisas e saiu correndo, não disse uma palavra.

-Esse garoto um dia vai matar todos nós. Disse para mim mesma.

Horas depois já estávamos dentro da boate, eu com aquele meu vestido curtíssimo, não era para caçar, mas sim para deixar esses homens de boca aberta, com medo de mim, com medo da minha presença. Essa reação não aconteceu com o primo da Cláudia, ele me olhava escancaradamente, parecia fazer sexo com os olhos, tirando um raio-x de cada parte do meu corpo. Eu percebia aquilo tudo e não me importava, pois estava gostando.

-Então você é a Vivian? Perguntou ao pé do meu ouvido, ao mesmo tempo dando uma mordidinha, me arrepiei completamente.

Já estávamos bebendo, um copo aqui, outro lá, as luzes da boate apagavam e acendiam freneticamente, ele colocando bala na minha boca. Nós dois dançando sem temer ninguém, aquele suor gostoso escorria do nosso corpo.

-Vamos sair daqui, você pode me comer todinha. Disse a ele, apertando seu pau.

Pegamos um táxi rumo ao meu apartamento, já dentro do táxi ele começou a falar sacanagens, estávamos bêbados, fora de si, estava chupando-o no banco de trás. O taxista não parava de olhar.

-Vou cobrar extra se sujarem meu banco. Retrucou o português

Já na frente do prédio, não tinha equilíbrio de sair de dentro táxi, ao colocar os pés para fora, meu salto quebrou, cai em seu colo, rapidamente me pegou e fomos para o apartamento. Era selvagem, era proibido, era ilegal, aquele sexo fora dos padrões.

 Me jogou na cama, sem medir a força rasgou minhas roupas, sem dó, sem medir o limite da consciência rasgou minhas roupas íntimas com suas próprias mãos.

-Vem aqui seu puto, me possua.

E o resto da história você já conhece.


Marcos P. S. Fachin

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